"Em Busca de um Homem Sensível" - Anaïs Nin, escritora francesa (1903-1977)
Em busca do homem sensível. Anaïs Nin, escritora francesa (1903-1977)
Se nos aprofundarmos no estudo da sensualidade feminina chegaremos à mesma conclusão de sempre: não se pode generalizar, há tantos tipos de mulheres quanto as próprias mulheres. E uma coisa é certa: a literatura erótica dos homens não satisfaz às mulheres. É tempo de escrevermos a nossa; nossas necessidades, fantasias e comportamentos eróticos são diferentes. A maioria das mulheres não se sente excitada por descrições explícitas, por uma linguagem crua. |
Alguns dias decorridos após nosso encontro daquela noite do happy hour, finalmente estávamos num cantinho aconchegante sentados frente a frente, olhos faiscantes, pupila na pupila, embalados pela música ambiente que vinha da suavidade dos dedos do pianista.
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Das nossas taças de espumante borbulhavam uma grande quantidade de perlage, quem sabe elas representavam nosso estado abrasador também em ebulição. Ele sugeriu champanhe para comemorar nosso reencontro. Romântico e excitante. Tinha um sorriso que dava vontade de engolir num beijo para dentro de mim.
Nossos olhares faiscavam enquanto as pernas roçavam sutilmente por baixo da mesa e uma grande carga de luxúria emergia vindo da nossa cumplicidade quando ele disse baixinho em meu ouvido que até chegou a sentir "meus cheiros" durante o espaço que durou desde o primeiro encontro fazendo-me lembrar que eu novamente usava o Jardin Sur Le Toit, uma calcinha preta minúscula e transparente que me fazia sentir quase nua. Era assim que queria estar. Pelada, nua de tudo, nós dois só, despidos de qualquer expectativas irreais que criamos enquanto ausentes, abrindo espaços para nos tocar de verdade, sem freios, sem bordas, sem vergonha ou como escreveu Anäis Nin: "um no outro para pôr um fim nessa formidável tensão.”
Depois do jantar, saímos até seu apartamento num bairro tranquilo. O espaço de tempo do elevador até nosso destino foi curto diante de tamanha sofreguidão dos seus longos e afoitos beijos pois logo chegamos, a porta abriu-se para nós e entramos abraçados. Estávamos alegres e falantes, naquela noite eu queria mesmo era vadiar com ele.
Depois do jantar, saímos até seu apartamento num bairro tranquilo. O espaço de tempo do elevador até nosso destino foi curto diante de tamanha sofreguidão dos seus longos e afoitos beijos pois logo chegamos, a porta abriu-se para nós e entramos abraçados. Estávamos alegres e falantes, naquela noite eu queria mesmo era vadiar com ele.
Lá dentro, comportada, sentei-me num dos sofás da sala, ele entrou por uma porta voltando minutos depois com uma bandeja preparada reafirmando ser "para comemorar", o que deixou-me surpreendida por seu bom gosto na arrumação das taças para a Möet Chandon Impérial, fazendo-me sentir uma princesa. Brindamos com um tocar de taças e nos beijamos, mas, esses beijos cálidos não iam durar por mais tempo, prova disso é que suas mãos logo começaram a correr por meu corpo levantando-me a saia, procurando coisas agarrando com pressão minha bunda, afastando a calcinha. Seus dedos escorregaram por entre as dobras na minha xoxota melada afastando-as com dois dedos desvelando meu interior, foi baixando a cabeça rumo ao meu ventre abocanhou de cheio aquilo que se revelou com seu gesto, a princípio chupando, em seguida sua língua foi criando mais vida bem na pontinha, começou a rodar ou movimentando de um lado a outro rapidinho e suave que quase enlouqueci, aiaiai
Dei um jeito de agarrar seu pau inteiro na palma da minha mão correspondendo seu gesto, percebendo que ele possuía uma grande e grossa cabeça, senti um vontade louca de foder com ele.
Interrompendo a chupada, tomou um gole de champanhe prendeu dentro da boca e voltou para minha xoxota soltando aos poucos enquanto lambia. sugava e engolia e ia alternando. Com isso meu grelo foi ficando mais entumecido e durinho fazendo com que eu arqueasse o quadril sentindo uma forte onda que antecede ao gozo ali e agora naquela língua ávida e sábia. Aproximava o rosto e me beijava guloso na boca com gosto da champanhe junto com o sabor que emanava da minha buceta ardente. Assim ficamos entre uma taça e outra, ele alternando os goles que me escorriam rumo ao cuzinho sorvendo e movendo rapidamente a língua me fazendo cantar gemidos. Com esse homem não havia pressa, ele sabia preparar uma fêmea para colher um resultado prazeroso para ambos, não tinha o comportamento daqueles "bate estaca" noite a dentro como se só seu membro tivesse a função que entrar em ação fazendo com que a mulher se torne receptora dos seus intercursos até que ele esporrasse.
É bem verdade que eu esperava com muito interesse e ansiedade o momento em que ele me entrasse com aquele cacete armado e nervoso sem poupar-me porque chegou a nossa hora. Recostados no sofá virei o corpo e abocanhei seu cacete enchendo a boca até a garganta e fui chupando, mamando com sofreguidão e ele se entregou àquele momento soltando gemidos ofegantes, roucos, enquanto eu engolia quase tudo aquilo que via, embalada pelo descontrole, sem juízo, num 69 bem encaixado, quando ele levantou-se, ergueu-me em seus braços como se eu fosse uma pena e foi caminhando entre beijos até sua enorme cama despindo-nos do resto das nossas roupas que se espalharam pelo chão formando assim o cenário da nossa loucura, se jogando sobre meu corpo enfiando dedos, desenhando minha pele com sua língua, sugando meus seios, cheirando, lambendo minha carne entre leves mordidas, deu uma lambida de língua cheia atingindo toda a área tirando-me o fôlego que instintivamente fui abrindo minhas pernas, desejava recebê-lo todo, inteiro cravado dentro de mim, ele assim por cima do meu corpo me dominando, sentindo sua pressão quente, suas estocadas, numa posição onde sei que podemos nos beijar, olhar nos olhos, frente a frente, sentir seu hálito de sexo, sorrir, chorar, gritar, gozar, sussurrar.
De pernas abertas, vulnerável, fui permitindo. Ele olhou minha fenda rosada e devagar, devagarinho foi introduzindo um dedo, dois dedos, massageando minhas paredes úmidas, levou os dedos a boca, provou, lambuzou meus lábios ressecados pela respiração, lambeu olhando-me nos olhos com cara de macho safado, desejoso, tesudo e decidido, não se contendo, veio com tudo, adentrando como se me violasse, invadindo, abrindo caminhos dentro de mim, preenchendo meu desejo latejante que ardia com a dor da tesão que gozei entre fortes contrações. Gozei feito uma louca, deu-me uma tara enorme de montar nele e cavalgar atolada naquela vara, rebolar naquele pintão, então fui por cima e encaixei minha buceta fundo, até onde deu, comecei a remexer com movimentos sincronizado aos dele.
Nossa noite estava apenas começando e mais coisas foram surgindo porque nossa imaginação viajava por caminhos que nossos próprios sentidos e impulsos iam sendo desvendados.
O dia amanheceu pelas frestas da janela mais brilhante, mais colorido.
PS: Creio que escrevi em demasia.
Dei um jeito de agarrar seu pau inteiro na palma da minha mão correspondendo seu gesto, percebendo que ele possuía uma grande e grossa cabeça, senti um vontade louca de foder com ele.
Interrompendo a chupada, tomou um gole de champanhe prendeu dentro da boca e voltou para minha xoxota soltando aos poucos enquanto lambia. sugava e engolia e ia alternando. Com isso meu grelo foi ficando mais entumecido e durinho fazendo com que eu arqueasse o quadril sentindo uma forte onda que antecede ao gozo ali e agora naquela língua ávida e sábia. Aproximava o rosto e me beijava guloso na boca com gosto da champanhe junto com o sabor que emanava da minha buceta ardente. Assim ficamos entre uma taça e outra, ele alternando os goles que me escorriam rumo ao cuzinho sorvendo e movendo rapidamente a língua me fazendo cantar gemidos. Com esse homem não havia pressa, ele sabia preparar uma fêmea para colher um resultado prazeroso para ambos, não tinha o comportamento daqueles "bate estaca" noite a dentro como se só seu membro tivesse a função que entrar em ação fazendo com que a mulher se torne receptora dos seus intercursos até que ele esporrasse.
É bem verdade que eu esperava com muito interesse e ansiedade o momento em que ele me entrasse com aquele cacete armado e nervoso sem poupar-me porque chegou a nossa hora. Recostados no sofá virei o corpo e abocanhei seu cacete enchendo a boca até a garganta e fui chupando, mamando com sofreguidão e ele se entregou àquele momento soltando gemidos ofegantes, roucos, enquanto eu engolia quase tudo aquilo que via, embalada pelo descontrole, sem juízo, num 69 bem encaixado, quando ele levantou-se, ergueu-me em seus braços como se eu fosse uma pena e foi caminhando entre beijos até sua enorme cama despindo-nos do resto das nossas roupas que se espalharam pelo chão formando assim o cenário da nossa loucura, se jogando sobre meu corpo enfiando dedos, desenhando minha pele com sua língua, sugando meus seios, cheirando, lambendo minha carne entre leves mordidas, deu uma lambida de língua cheia atingindo toda a área tirando-me o fôlego que instintivamente fui abrindo minhas pernas, desejava recebê-lo todo, inteiro cravado dentro de mim, ele assim por cima do meu corpo me dominando, sentindo sua pressão quente, suas estocadas, numa posição onde sei que podemos nos beijar, olhar nos olhos, frente a frente, sentir seu hálito de sexo, sorrir, chorar, gritar, gozar, sussurrar.
De pernas abertas, vulnerável, fui permitindo. Ele olhou minha fenda rosada e devagar, devagarinho foi introduzindo um dedo, dois dedos, massageando minhas paredes úmidas, levou os dedos a boca, provou, lambuzou meus lábios ressecados pela respiração, lambeu olhando-me nos olhos com cara de macho safado, desejoso, tesudo e decidido, não se contendo, veio com tudo, adentrando como se me violasse, invadindo, abrindo caminhos dentro de mim, preenchendo meu desejo latejante que ardia com a dor da tesão que gozei entre fortes contrações. Gozei feito uma louca, deu-me uma tara enorme de montar nele e cavalgar atolada naquela vara, rebolar naquele pintão, então fui por cima e encaixei minha buceta fundo, até onde deu, comecei a remexer com movimentos sincronizado aos dele.
Nossa noite estava apenas começando e mais coisas foram surgindo porque nossa imaginação viajava por caminhos que nossos próprios sentidos e impulsos iam sendo desvendados.
Amante
"Você pulsa por dentro
onde os ventos são outros
onde outras me encontram
onde cenas me inspiram
Você me escorre pela perna
imenso
denso
completo".
denso
completo".
PS: Creio que escrevi em demasia.
6.1.16
.
Eu gosto do luxo, do fluxo de sangue concentrado
Eu gosto do luxo, do fluxo de sangue concentrado
no ponto “V” de teu corpo.
Eu gosto de rendas, de tendas, de cabanas de véus,
de quarto disfarçado de motel, camas revestidas de
pele, puxões de cabelo, frases secretas no ouvido.
Eu gosto do luxo, do fluxo de peças íntimas na mala.
Sou uma mulher cara: minha indecência tem preço.
(não aceito cheque, dinheiro, presentes.)
Mas eu sei, você pode pagar.
Erica de Paula
5.12.15
Imagem da Amante com a calcinha de renda preta citada no texto "Reflexões libidinosas da Amante".
.Tudo começou naquela noite no happy hour com amigos quando ele aproximou-se da mesa com um dos nossos amigos e assim que o percebi todos meus sentidos ficaram em estado de alerta e atraída por seu olhar que sustentei firmemente dentro dos meus desviando apenas para perceber suas grandes mãos me fazendo pensar besteiras imaginando malicias o com isso instalou-se em mim um calor vindo não sei de onde, mas logo imaginei uma justificativa atribuindo ao vinho naquela noite.
Não. Não era nada disso, o que senti foi atração, tesão mesmo, mas tentei me conter para não me considerar eleita antes da hora mesmo com aquele olhar tão... tão invasor que me tirava a vergonha.
Num relance irreflexivo lembrei da calcinha minúscula que usava, uma das que mais gostava, de fina renda preta com uma pequena pedra de cristal lapidada em forma de gota que balançava junto ao cós bem abaixo do umbigo, quase no início da área triangular do púbis. É... eu me sentia mesmo livre de qualquer pudor ainda mais usando Jardin Sur Le Toit atrás das orelhas descendo o pescoço e entre os seios, assim eu já estava toda vestida de desejo naquela noite.
Mas, porque eu estava pensando nessas coisas? Fui procurar os motivos para tais devaneios mal intencionados e passei então a re-observar seu corpo antes que se sentasse, percebendo que era até magro, mas suas coxas se evidenciavam sob a calças, entre elas... seu "volume" e meu olhar involuntariamente fez um flash imperceptível, sim, foi essa a situação e quando sinto aquela queimação nas bordas da minha buceta, já sei que elas ficam entumecidas, inchadas como uma cachorra no cio e então acabei molhando minha calcinha de renda macia. Essa sensação me dava mais vida e liberdade para alimentar mais ainda meus impulsos.
Foi tudo muito rápido, mas, para meu conforto ele se sentou bem de frente à mim. Nosso inicio de conversa foi informal e sua voz pareceu mais entonada e firme, do que poderia conceber. Ele me surpreendia. Meu interesse por ele não estava no campo de avaliações conceituais e sim no da apreciação instintiva de uma mulher como fêmea.
Apesar de não fomentar iniciativas para me parecer oferecida, demonstrava meu interesse é claro e com isso ia deixando rolar, para sondar o retorno e não posso negar que isso levantava meu ego, mantendo assim o jogo de sedução, o que é bem mais excitante, esse era e é meu discurso.
Assim foi com aquele homem bastante sedutor que pelos seus longos beijos parecia ser insaciável e carente, indo de encontro aos meus anseios.
A noite foi encurtando as horas e estávamos engajados. O final, ou melhor, a continuação vai ficar para o próximo texto, mesmo porque nosso encontro se deu no final de semana, um tempo até longo levando em conta a ansiedade que tomava conta de nós dois e ficamos como lembrança o sabor dos beijos e o perfume dos nossos feromônios a continuar impregnado no nosso inconsciente.
O tempo agora é de uma espera voluptuosa para um momento a dois regado por nossos sabores e enquanto isso vou alimentando expectativas de como seria meu toque sobre a pele em seus ombros, sua textura, cheiro, desejando adivinhar sua boca na minha xoxota, de como sua língua se manifestaria no meu clitóris. Seria teimoso e obstinado pelo orgasmo de uma mulher nessa performance? como reagiria quando eu tomasse seu cacete na boca e começasse a mamar como uma bezerrinha faminta?
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Excitada me vejo a pensar na sua penetração, a forma de suas estocadas, seu ofegar, o suor pingando sobre meu rosto, seu beijo carnal com gosto da minha cona, o som da sua voz em gozo dentro de mim e a imaginação corre solta inspirada no calor que senti vindo do seu corpo dentro daquele abraço de pau rijo enquanto seus dedos roçavam minha buceta me endoidecendo de desejos fazendo-me lembrar daquela música que não sai do meu ouvido misturado com seus gemidos da excitação.
Nosso segundo encontro você vai saber neste link: Paixão e sexo regado a champanhe ou clica na imagem abaixo. Vem...
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29.11.15
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Noite alta, na cama entre lençóis, esquecida de mim mesma não consegui discernir se era mais um daqueles meus sonhos nascidos do calor das nossas pernas enroscadas, sua mão firme espalmada na minha bunda, dedos pressionados me arrastando para mais junto si, esse era meu previsível Jorge.
Sono profundo senti estar tendo mais um devaneio gostoso com ele ao lado, mas, aos poucos minha consciência foi percebendo seu respirar ofegante de tesão, aquela mão que me buscava afastando minha calcinha deslizando o dedo entre os lábios entreabrindo-os e encontrando meu clitóris - que Jorge intitula de grelo, sabendo que meu lado esquerdo o gozo é mais assertivo - , e começou a massageá-lo dedilhando de leve, sem pressa, despertando-me aos poucos do estado de torpor que antes então deveria estar na 3ª fase entrando para o estágio REM, por isso levei alguns segundos para discernir que aquela sensação de deleite adivinha do um toque determinado, pois minha percepção ainda não havia se inteirado da mensagem provocadora de tanto prazer que fez acender entre as pernas um calor ardente e senti que era o sinal da minha umidade escorregadia.
De olhos fechados me entreguei ao prazer do movimentos do seu dedo médio mansamente teimoso no meu "nervinho" gozador enquanto instintivamente fui afastando minhas pernas, me oferecendo ali no nosso revolto ninho que já cheirava nossas misturas. Não havia um ponto sequer de luz a delinear ou nos situar. Naquele momento imperava apenas os sentidos, tateávamos nossos corpos e curvas, serpenteando em nós mesmos. Aquela cama era só luxúria, aquela noite tinha cheiro de desejo e minha buceta minava ininterrupta por ele.
Com as pernas entrelaçadas entre as minhas, senti seu pau quente e teso, pressionado com o movimento do quadril esfregando ao mesmo tempo que se encaixava gostosamente dando a perceber na minha pele o volume dos seus testículos recolhidos e durinhos o que me deu uma tesão louca e muita vontade de me abrir logo de vez e acolher tudo aquilo que se comprimia vagarosamente em movimentos lerdos, firmes e cadenciados de um lado ao outro no encaixe do meu montinho de Vênus, sim, bem ali.
Ai meu tesão, meu desejo e procurei aquele cacete que era minha loucura. Vem meu bem, não aguento mais, chega e entra em mim, implorei em desvario. Vem rápido... vem em mim...mete fundo... vem com força meu Jorge.
Meu macho levantou-me colocando sentada na cama, puxando-me para seu colo entre suas pernas frente a frente e manejou sua pica apontada bem na portinha da minha cona quente, inchada e sedenta. Acordei pra valer, faminta e meu corpo tremia.
Jorge agarrou-me o pescoço com uma das mãos como se me dominasse e forçando a entrada enterrou seu pau de uma só vez, sumindo dentro de mim com um uivo de lobo na noite.
Na escuridão, de olhos fechados, nossos sentidos regiam os movimentos e nós dois varamos madrugada adentro num frenesi incansável no prazer dos nosso corpos suados, curtindo, se deliciando sem pensar num gozo imediato, até que no vagar do quarto, meu grito em delírio irrompeu impetuoso, pelo clamor do meu intenso orgasmo em contrações ritmadas.
Era o que ele mais queria ouvir, antes de explodir fremente dentro de mim.
12.11.15
Sei que sou um anormal. Um desclassificado. Afinal, como nomear alguém cujo prazer maior vem de um sentido exacerbado: o do olfato. Não tenho claro como isso começou, mas guardo a imagem de, muito pequeno ainda, me enfiar por debaixo da mesa para espiar entre as pernas da tia Izaura. Mas não era a visão daquelas canelas finas cobertas por meias grossas presas às coxas por um elástico rendado, nem o pedaço de carne muito branca e macia que se estendia até a virilha, e sim o cheiro que dela se desprendia que me deixava literalmente aturdido.
Esse prazer secreto nunca parou. Nas brincadeiras de infância, adorava o pega-pega com as meninas só para, no fim, sentir o aroma molhado de seus cabelos e pele. Já no ginásio, dava sempre jeito de ficar na porta do vestiário vendo-as entrar pingando após o jogo de vôlei. E assim fui crescendo, sentindo essa estranha atração por cheiro de mulher, mas com receio de parecer bizarro, nunca pude falar disso com ninguém.
Já adolescente, notei que beijos e amassos só me excitavam realmente se trouxessem algo mais. E então sofistiquei o método: passei a aparecer sem aviso, bem quando a namorada ajudava a mãe na faxina da casa. Com alguma lábia dava um jeito de levá-la até um canto mais escondido e, mesmo à luz do dia, prensava-a na parede num abraço intenso e desajeitado, enfiando o nariz na axila e a mão curiosa por dentro da sua calcinha e a bolinava um pouco. Envergonhada por ter sido surpreendida tão desarrumada, assustada com a abordagem, excitada e, ao mesmo tempo temerosa da mãe nos flagrar, a garota acabava transpirando e umedecendo a xoxota mais ainda, o que para mim era um verdadeiro delírio. Quase explodindo de desejo, eu saía de lá voando para o meu quarto, onde ficava cheirando minha mão por horas, enquanto me masturbava repetidamente até quase desfalecer.
Tive muitas namoradas, e elas nunca entenderam como à noite, quando se arrumavam para sairmos, eu não parecia tão atraído. De todas, a que gostei mais foi Madalena, cujo aroma delicioso recendia a bicho. Já quase terminando a faculdade, e apaixonado, tentei me abrir, explicando o quanto gostava de seu cheiro natural, mas Madalena relutava. Acreditei que cederia um dia, chegamos a nos casar, mas ela nunca me compreendeu. Com o tempo, foi ficando mais e mais incomodada com meus estranhos pedidos, e cheia de pudores, passou a me rejeitar chamando-me de tarado.
.
O casamento durou pouco, é óbvio. Desde então, aprimorei o fetiche, o olfato e as escolhas. Aceitei que não posso prescindir do cheiro intenso de uma fêmea, e por isso faço o que for para conseguir parceiras, até a submissão se for preciso. Inscrevi-me num clube de sadomasoquistas e por lá tenho encontrado algumas mulheres bem interessantes que aceitam fazer sexo nas minhas condições: que não tomem banho, não usem perfume, sequer desodorante, não se depilem e nem troquem de calcinha 24 horas antes do nosso encontro. Uma vez no ato, elas logo percebem que eu literalmente perco qualquer traço de razão quando enfio o rosto numa boceta peluda e suada, transformando-me num animal dócil, absolutamente servil. Em troca, aceito tapas, ordens o que for. E as trato tal como divindades, dando-lhes com meu pau, boca, língua e dedos o prazer máximo, até que me peçam para parar de tão satisfeitas. É quase como que amor.
Infelizmente, ainda não consegui unir esse prazer específico com um relacionamento afetivo e duradouro. Mas ainda tenho fé de encontrar minha alma gêmea. Contudo ela terá que vir naturalmente. Afinal, não posso sair por aí perguntando àquelas que me atraem: você gostaria de se mostrar mulher de verdade?
Esse prazer secreto nunca parou. Nas brincadeiras de infância, adorava o pega-pega com as meninas só para, no fim, sentir o aroma molhado de seus cabelos e pele. Já no ginásio, dava sempre jeito de ficar na porta do vestiário vendo-as entrar pingando após o jogo de vôlei. E assim fui crescendo, sentindo essa estranha atração por cheiro de mulher, mas com receio de parecer bizarro, nunca pude falar disso com ninguém.
Já adolescente, notei que beijos e amassos só me excitavam realmente se trouxessem algo mais. E então sofistiquei o método: passei a aparecer sem aviso, bem quando a namorada ajudava a mãe na faxina da casa. Com alguma lábia dava um jeito de levá-la até um canto mais escondido e, mesmo à luz do dia, prensava-a na parede num abraço intenso e desajeitado, enfiando o nariz na axila e a mão curiosa por dentro da sua calcinha e a bolinava um pouco. Envergonhada por ter sido surpreendida tão desarrumada, assustada com a abordagem, excitada e, ao mesmo tempo temerosa da mãe nos flagrar, a garota acabava transpirando e umedecendo a xoxota mais ainda, o que para mim era um verdadeiro delírio. Quase explodindo de desejo, eu saía de lá voando para o meu quarto, onde ficava cheirando minha mão por horas, enquanto me masturbava repetidamente até quase desfalecer.
Tive muitas namoradas, e elas nunca entenderam como à noite, quando se arrumavam para sairmos, eu não parecia tão atraído. De todas, a que gostei mais foi Madalena, cujo aroma delicioso recendia a bicho. Já quase terminando a faculdade, e apaixonado, tentei me abrir, explicando o quanto gostava de seu cheiro natural, mas Madalena relutava. Acreditei que cederia um dia, chegamos a nos casar, mas ela nunca me compreendeu. Com o tempo, foi ficando mais e mais incomodada com meus estranhos pedidos, e cheia de pudores, passou a me rejeitar chamando-me de tarado.
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O casamento durou pouco, é óbvio. Desde então, aprimorei o fetiche, o olfato e as escolhas. Aceitei que não posso prescindir do cheiro intenso de uma fêmea, e por isso faço o que for para conseguir parceiras, até a submissão se for preciso. Inscrevi-me num clube de sadomasoquistas e por lá tenho encontrado algumas mulheres bem interessantes que aceitam fazer sexo nas minhas condições: que não tomem banho, não usem perfume, sequer desodorante, não se depilem e nem troquem de calcinha 24 horas antes do nosso encontro. Uma vez no ato, elas logo percebem que eu literalmente perco qualquer traço de razão quando enfio o rosto numa boceta peluda e suada, transformando-me num animal dócil, absolutamente servil. Em troca, aceito tapas, ordens o que for. E as trato tal como divindades, dando-lhes com meu pau, boca, língua e dedos o prazer máximo, até que me peçam para parar de tão satisfeitas. É quase como que amor.Infelizmente, ainda não consegui unir esse prazer específico com um relacionamento afetivo e duradouro. Mas ainda tenho fé de encontrar minha alma gêmea. Contudo ela terá que vir naturalmente. Afinal, não posso sair por aí perguntando àquelas que me atraem: você gostaria de se mostrar mulher de verdade?
1.11.15
Pequenos pássaros – AnaïsNin, 1979
Anaïs Nin foi uma feminista e vanguardista da revolução sexual nos anos 40. Ela escreveu contos eróticos nessa época, que só foram publicados na década de 70, depois de sua morte, compilados com o título Pequenos pássaros. O livro traz treze histórias sobre paixões e anseios sexuais. Trecho do livro:
“Depois, me tocava devagar, como se não quisesse me despertar, até que eu ficava molhada. Ai, seus dedos passavam a se mover mais depressa. Ficávamos com as bocas coladas, as línguas se acariciando. Aprendi a pôr o pênis dele em minha boca, o que o excitava terrivelmente. Ele perdia toda a delicadeza, empurrava o pênis e eu ficava com medo de me engasgar. Uma vez eu o mordi, o machuquei, mas ele não se incomodou. Engoli a espuma branca. Quando ele me beijou, nossos rostos ficaram cobertos com ela. O cheiro maravilhoso de sexo impregnou meus dedos. Eu não quis lavar as mãos.”.
17.7.15















