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A SEXUALIDADE DAS MULHERES
Se nos aprofundarmos no estudo da sensualidade feminina chegaremos à mesma conclusão de sempre:não se pode generalizar, há tantos tipos de mulheres quanto as próprias mulheres. E uma coisa é certa: a literatura erótica dos homens não satisfaz às mulheres. É tempo de escrevermos a nossa; nossas necessidades, fantasias e comportamentos eróticos são diferentes. A maioria das mulheres não se sente excitada por descrições explícitas, por uma linguagem crua.
D.H. Lawrence é uma exceção-ele sempre se preocupou com a reação da mulher, esse
é meu trecho preferido de "O amante de Lady Chatterley":
"Então, quando ele começou a mexer, no repentino inevitável orgasmo, despertaram nela tremores estranhos, novos, molhando por dentro, como lambidas envolventes de
chamas suaves, suaves como plumas, aguando até pontos fulgurantes, agudíssimos e fundindo-se inteirinha fundida por dentro. Era como sinos subindo
mais e mais até o repicar. Ela prostrada, inconsciente dos gemidos selvagens que
escaparam até o fim...e sentiu o broto macio dele aguilhoando dentro dela, e ritmos
estranhos inchando dentro dela num movimento rítmico estranho e crescente, engrossando e engrossando até que preencheu a fenda da sua consciência, e então começou de novo o inefável movimento que nem chegava a ser movimento, mas puros turbilhões de sensações afundando, rodopiando fundo, mais fundo em sua carne e consciência, até que fosse um perfeito circulo concêntrico de sensações, estendida ali, gritando gritos inconscientes inarticulados. Voz saindo da noite extrema, da
vida."
É desanimador descobrir hoje em dia que as mulheres que se amam não escolhem necessariamente os caminhos mais sutis, mais sensuais do desejo, mas utilizam o mesmo tipo de aproximação agressiva e direta dos homens.
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