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Marquês de Sade - o filósofo que enlouqueceu

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A primeira lei que a natureza me impõe é gozar a custa de quem for. Marquês de Sade


Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade, é lembrado como célebre escritor francês do Séc. XVIII nascido em família nobre e detentor de vida e obra tão intensas e polêmicas que lhe fizeram passar grande parte da vida na prisão – muitos anos na Bastilha, muitos outros no Hospício de Charenton. Sua obra, pelas perversões narradas, deu origem a termos como “sadismo” e ao adjetivo “sádico”, relativos àqueles que sentem prazer sensual em infligir dor a seu semelhante.
Muito mais que um escritor, entretanto, Sade foi o precursor do niilismo moral consumado da era pós-moderna e, acima de tudo, uma espécie de filósofo do crime.

É certo que um autor não é seus personagens, mas sem dúvida todo personagem é, de alguma maneira, parte de seu autor.

Sade era adepto do ateísmo e era caracterizado por fazer apologia ao crime (já que enfrentar a religião na época era um crime) e a afrontas à religião dominante, sendo, por isso, um dos principais autores libertinos - na concepção moderna do termo.
"...e que nada nem ninguém é mais importante do que nós próprios. E não devemos negar-nos nenhum prazer, nenhuma experiência, nenhuma satisfação, desculpando-nos com a moral, a religião ou os costumes." Marquês de Sade

O sadismo é visível tanto na sua obra como na sua vida escandalosa.

Sade era senhor de um castelo em Lacoste (França) onde fazia diversas orgias, e para o qual contratava diversas prostitutas (os) como empregados, que, alegando maus tratos e abusos, depressa se despediam. Foi também para este castelo que levou a irmã de sua esposa com quem manteve uma relação, e uma mendiga/prostituta que alegou ser vítima de abusos sexuais e físicos (tinha Sade 28 anos)
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Outro grande escândalo ocorreu quando quatro prostitutas declararam que Sade e o seu criado as tinham flagelado, sodomizado e obrigado a consumir cantárida (um afrodisíaco). Crime pelo qual Sade é condenado a pena de morte (no entanto esta pena nunca será executada devido aos avanços da revolução francesa).
Sabe-se ainda que era comum pagar aos seus criados para o sodomizarem em público e que manteve um caso com uma garota de 13 anos nos últimos quatro anos de sua vida no hospício.

Minha conclusão:

  • Aceitar todos os instintos e impulsos que nos afloram, é o mesmo que aceitar nossa irracionalidade. Em se tratando de pessoa que possui algum distúrbio em seu perfil psicológico como no caso de Marquês de Sade só lhe resta mesmo viver encarcerado numa prisão ou passando os últimos anos de sua vida num manicômio o que somou 32 anos acusado de todos os tipos de crimes sexuais.
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4 comentários:

  1. Há minha tesudona boa...Obrigado por me teres adicionado!
    :)))

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  2. Sim querido, perto de mim sempre haverá um espaço para você e espero não perdê-lo de vista novamente.

    Bjim

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  3. Marquês de Sade, literatura obrigatória, parece-me, rs

    Besitos!

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  4. Era um homem diferente, sem dúvida. Muitas pessoas seguem a sua filosofia de vida...
    Irracional ou não, ficou definitivamente na história.
    Beijos

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