Sadomasoquismo


"O desejo de fazer sofrer o objeto sexual — ou o sentimento oposto, de sofrer pessoalmente — é a forma mais importante e frequente de todas" escreve Freud. Quem poderia totalmente afirmar que é totalmente alheio a elas? Os adultos, tal como as crianças, não são perversos poliformos? Os grandes sádicos (Gilles de Rais, no entanto companheiro de Joana d'Arc) acabam geralmante se fazendo apanhar. Pequenos e médios sádicos perversos (o divino marquês era um deles) conciliam, bem ou mal, o controle e a desinibição. São dos sádicos do terceiro tipo, inúmeros e anônimos, socializados que são os mais difundidos: chefetes que impõem o terror na oficina ou no escritório, certos professores, pais de familia que justificam uma extrema severidade pela moral, motoristas que levam o desejo de represálias até a vulúpia do acidente provocado etc. O calor do momento (a guerra, a revolução) e o rigor implacável das estruturas (todas as formas de totalitarismo) despertam — redespertam? — nas pessoas "comuns" as pulsões sádicas latentes a ponto de se poder falar legitimamente num contágio do sadismo. Quanto ao masoquismo — que fascinou a literatura sexológica do século XIX —, continua um enigma: qual é a culpa do masoquista de exigir punição?
Porque a aplicação do castigo é condição de atingir o orgasmo?
Deve-se pensar com Freud que o sádico e o masoquista formam um "par" (ativo-passivo) que remete a uma bissexualidade primordial? Ou, com Gilles Deleuze, que os dois papeis não são intercambiáveis? Seja como for, a menor cena doméstica faz com que se apresente as virtualidades sadomasoquistas dos protagonistas. Depois da crise vem a explicação: "Nunca te vi desse jeito. — Falei coisas que não são o que penso". Será suficiente?A briga revelou o segredo.


Trecho extraido do livro História da Vida Privada - Edição de Bolso

As fantasias sexuais sádicas tendem a ter origem na infância. A idade de início das atividades sádicas é variável, mas habitualmente ocorre nos primeiros anos da vida adulta. O sadismo sexual geralmente é um fenômeno cronico.
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A pulsão autopunitiva


Quando a pessoa procura meios para atingir a si mesma


Outros indivíduos sádicos compartilham seus impulsos sádicos com parceiros masoquistas, que sentem prazer (ou ao menos consentem) em sofrer dor ou humilhação. Este tipo de relação, onde as duas tendências se complementam, é denominada sadomasoquista.

Autopunição é quando alguém se impõe a si mesmo, movido por um sentimento de culpa.

O foco parafílico do Masoquismo Sexual envolve o ato (real, não simulado) de ser humilhado, espancado, atado ou de outra forma submetido a sofrimento. Alguns indivíduos se sentem perturbados por suas fantasias masoquistas, que podem ser invocadas durante o intercurso sexual ou a masturbação, mas não atuadas de outro modo. Nesses casos, as fantasias masoquistas em geral envolvem ser estuprado estando preso ou atado por outros, sem possibilidade de fuga.

Nem sempre é a dor física, mas sim a humilhação, a sensação de inferioridade e impotência.

Outros agem de acordo com seus desejos sexuais masoquistas por conta própria (por ex., atando a si mesmos, picando-se com alfinetes ou agulhas, auto-administrando choques elétricos ou automutilando-se) ou com um parceiro.


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4 comentários:

  1. Uma semana cheia de tesão!
    LEO
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    www.seximaginarium.blogspot.com

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  2. Ui... ui... para quem gosta deve ser tudo de bom, certo?

    Beijo[ta]

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  3. Nao curto nem sadismo nem humilhação... Curto SEXO. Desde que dê prazer a ambos, tô dentro.

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  4. Não gosto de fazer sofrer e muito menos de receber tal sofrimento, noentanto existem gostos para tudo.

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