Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho
Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio
Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo
Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo
Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo
E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento
Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas
Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.
demorado
no topo do teu joelho
Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio
Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo
Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo
Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo
E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento
Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas
Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, a 20 de Maio de 1937. Depois de ter frequentado a Faculdade de Letras, ingressou no jornalismo, tendo sido coordenadora, durante três anos, do suplemento “Literatura e Arte”, do jornal A Capital.A sua obra encontra-se marcada por uma forte tendência de experimentação e exploração das potencialidades da linguagem, numa escrita impetuosa e frequentemente sensual. Uma doce mulher com versos mais doces ainda…






Uhauuu!! Transpondo assim: "-Delícia delícia delícia..."
ResponderExcluirBeijos
Ai minha santinha do bdsm, que isso...nossa que calor me deu agora, eita nós sô.rsrsrs...
ResponderExcluirLinda postagem, parabéns!!!
Beijos,
flor de cristal{LB} .
Sumi não gatissima!! rs rs rs muito trabalho, mas to sempre de olho! Bjs
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