15/09/10

Apanhando na bunda

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Minha pele estava vestida de desejo da cabeça aos pés, a calcinha era pequena em renda preta finíssima como sempre gostei. Meu apetite era imperativo.


A música invadiu o enorme salão de danças ao mesmo tempo que ele chegou me estendendo as mãos num convite, e estimulados pelo som já começamos a dançar num abraço encaixado em todas as curvas.
Moreno, meigo, sensual, mãos fortes e braços que me amparavam com segurança, enquanto percorríamos dando voltas na pista sem nos desgarrar um milímetros sequer. Lá fora a noite era de trovoadas, chovia torrencialmente, parecia que buscávamos nos proteger na juntura dos nossos corpos e assim dançamos a primeira música, a segunda, a terceira e mais... mais. Um calor tomava conta de nós dois, seu rosto pregado ao meu, do corpo vinha uma quentura voluptuosa agradável a misturar nossos perfumes, formando uma química sexual silenciosa e gradual. Senti seu hálito próximo, era doce e excitante, cheiro e gosto de macho. Seriam os feromônios a alterar-me a conduta? Em seu olhar... o desejo. Buscou meus lábios num beijo que eu já esperava mas, não com tanta sofreguidão e foi um beijo esmagado que tive a sensação de que haveria de sangrar. Foi um misto de dor e prazer que me surpreendeu, tamanha força de seus lábios e língua, no que ele se afastou e olhando no fundo dos meus olhos falou:
Queria que essa noite fosse só nossa e com essa música.
Eu estava passando o final de semana com minha amiga Rosa, e dormia em sua casa. Uma das minhas amigas do peito e não sei dizer qual de nós éramos mais abertas no sentido dos nossos casos amorosos.
Após três horas, nós dois entramos para o quarto e tudo começou a se desenrolar conforme nossa tesão pedia, sem freios, sem limites e sem vergonha. Caímos rolando na cama e não houve nenhum local do nosso corpo que não fosse explorado por nós dois e nem mesmo o meu cuzinho ele deixou passar em branco porque me lambia, beijava com seus beijos doloridos, chupava o que tinha pela frente e não me lembro de ter mamado tanto um caralho como naquela noite. O sabor da pele da cabeça do seu pau era delicioso, quente e continuei chupando por um tempo indeterminado e ficamos assim, curtindo o sabor dos nossos sexos, até que nosso gozo rompeu, ele encheu minha boca com sua porra e eu minava melosa na sua, me arrepiando e contorcendo o corpo em espasmos.
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Sentei-me no seu pau de bunda virada para seu rosto. Esse homem era um fodão e possuía um cacete belo, gostoso, grosso que me preenchia toda e mandei brasa rebolando, ele com as mãos afundava os dedos nas minhas nádegas comprimindo-as e começou a espalmar tapinhas devagar e eu falei:

  Bate com mais força amor, humm aii, mais, gostoso. Vai, manda ver!

Então ele veio sem dó, eu estava gostando de apanhar com a buceta atolada, subia e descia, levava mais tapas que estralavam e eu rebolava cada vez mais. Estava adorando essa sacanagem, delícia, e o meu desejo era que, quando terminasse, e eu gozada mais uma vez, ficaria marcada no bumbum por seus dedos, inchada, com vergões vermelhos e a buceta arregaçada. Meu tesão almejava naquele momento um gozo sem fim.

Apanha minha fêmea vadia, tarada, vagabunda, apanha enterrada na minha vara, quero hoje te deixar prostrada, não era isso que queria? então leva rola, goza, grita, chora no meu cacete.

Era isso mesmo que eu mais queria.

E o nosso gozo veio certeiro e [deliciosamente saboroso], porém, não necessariamente simultâneo.
E assim prosseguimos noite adentro entre um papo e outro nos intervalos, até que vi o sol entrando pelas frestas da nossa janela. Um banho e dormimos.
Mais tarde quando me levantei, entrei na copa para tomar café, a Rosa olhou-me de cima em baixo e perguntou maliciosamente:

  Posso ver suas marcas?
Imediatamente lembrei-me de uma música de Caetano Veloso cujos versos diz:

"Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia, ora vai mulher,
A quantos você pertencia"

A partir daquela noite passamos a viver juntos num relacionamento que durou cinco anos. Ele era mais jovem do que eu, mas nunca e nem por nenhum momento nos sentimos diferenciados por esse detalhe.
Acrescento ainda que ele sabia muito bem fazer um anal que eu adorava. Ahhh como eu gostava de dar o cuzinho pra ele, e que apetite esse delicioso homem possuía por mim em todos os sentidos. Passávamos noites e mais noites nos saboreando com intensa sofreguidão. Eu era quase que literalmente tarada nele.
Um dia acabou, aliás o fim foi gradativo pelo desgaste. Tivemos bons e maus momentos.
Sofri muito, porque ele não aceitava que o fim já estava instalado em nossas vidas. Agora estamos sarados daquela paixão louca e possessiva de ciúmes doentios, marcados por momentos sombrios, acumulando mágoas, e hoje cada um então percorre o seu caminho sem traumas.


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brian adams - when a man loves a woman


Essa música foi nosso tema, com ela que começamos o nosso momento de amar, trepar muito, sem limites de tempo e espaço, como nos acompanhou em muitas travessuras quando realizávamos nossas fantasias, mesmo quando aqueles tapas faziam parte de nossas variações esporádicas e não como alguma dependência dita por fixação, mas como uma maneira a mais de apimentar ou incrementar o prazer na relação.

É... por um período "o que fica é a saudade da pica". Certo? ;)

A felicidade sempre tem um lugar na nossa alma, e para tanto temos dois aliados: o tempo e a mente, que arranja tudo.
Amante
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Sobre o Autor:
Amante (Mulher Perdigueira) de puro pedigree, 100% heterosexual - Racionalista -  Agnóstica - Feminina absoluta em todos poros e gosto daquele homem que é louco por mulher. Blogueira por paixão e hobby, mãe por amor e devoção, amante por tesão e luxúria.



5 comments:

  1. Hum... O que fica é a saudade da pica. É verdade mesmo, pois você pode odiar o parceiro por não tê-la feito a sua mente depois de um tempo, mais nunca esquece as noites de sexo.

    Beijão Amante.
    Conde.

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  2. Nossa, que tesão... delicioso, adorei!
    Beijos.

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  3. Deixo-te beijos_nus...

    AL

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  4. Como sempre maravilhosa, não é amiga?!

    Ah, mô Deuso.. ler isso longe 'dele' é terrível.. rsrsrs!

    Saudade,
    o bom é poder voltar,
    abraços..
    Poetíssima #

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  5. Anônimo20:12:00

    Gostei do relato. A frase "amor que fica é amor de pica", é mais profunda do que se pensa. Podemos deixar de amar alguém.Porém, aquelas sensações de sexo e carinho,ficam em nossa mente.Ninguém esquece. Alguém já esqueceu o seu primeiro sexo? Ana rosa

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