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Erotismo em museu - Auguste Rodin

Arte, paixão e loucura 


Ferida e desorientada, Camille Claudel nutre então por Rodin um amor-ódio que a levará à paranóia.

Essas são duas das inúmeras esculturas de Auguste Rodin (1840-1917) que são vistas por quem entra no Museu Auguste Rodin em Paris.
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Camille Claudel em mármore por August Rodin - "A Danaide" - A peça é extremamente sensual e coincide com o início do relacionamento amoroso entre os dois. Quando Rodin finalizou esta obra eles estavam no auge da paixão e a obra reflete isso.
A modelo para o artista foi sua assistente e também escultora Camille Claudel (1864-1943) com quem teve o romance mais tempestuoso dos muitos que teve, o qual terminou tragicamente.Com apenas 17 anos, Camille chegou a Paris, onde conheceu um dos maiores artistas de seu tempo, Auguste Rodin 45 anos, de quem se tornou assistente, musa e amante. A partir daí, seus destinos estariam para sempre entrelaçados.
Não se sabe quando a convivência entre o mestre e a aluna se tornou um caso de amor, mas as cartas que trocavam em 1886 são reveladoras da paixão e do ciúme que Camille, desde o início, já sentia. “Minha Camille, esteja segura de que não tenho nenhuma outra amiga e toda minha alma lhe pertence”, escreve Rodin. Camille responde: “Deito-me nua para imaginar que está ao meu lado, mas quando acordo já não é a mesma coisa”.
Rodin não estava sendo sincero. Nessa época, ele já vivia com Rose Beuret, com quem tinha um filho. Além disso, ostentava a fama de mulherengo. Mas Camille estava apaixonada e, em 1888, deixou a casa dos pais e passou a viver numa casa alugada por Rodin, que eles chamavam de “retiro pagão”. Eles passam a frequentar lugares públicos, tornando-se amantes assumidos. O que era um escândalo para a época.
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Paixão e sexo - Auguste Rodin erotismo na escultura com Camile Claudel
Sensualidade e erotismo na escultura em bronze do corpo de Camille pelo artista exposta no Museu Auguste Rodin
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Paixão e sexo – Forte carga erótica de Auguste Rodin em Camile Claudel
Detalhe da escultura acima, mostra a grande carga erótica do escultor francês

No entanto, com o tempo Camille passou a se sentir sozinha. Vivia à espera de Rodin, que nem sempre aparecia. O relacionamento começou a deixá-la deprimida. Ela queria que Rodin se casasse com ela. Mas ele nunca chegou a deixar Rose. Jurava amor a Camille, mas dizia que não podia abandonar a mulher que havia estado ao seu lado nos momentos difíceis. Rodin e Camille continuaram a se encontrar até 1898, quando romperam definitivamente. Camille passou então a viver trancada em seu estúdio, cercada por seus gatos. Ela estava com sérios problemas financeiros. Usava roupas e sapatos velhos, não comia direito e começou a beber.
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A partir de então, suas angústias se tornam idéias fixas, até instalar-se a psicose.
Restava-lhe o abandono e o medo. No dia 10 de março de 1913, uma semana após a morte do pai, a pedido da família, que arranjou uma certidão médica (ela foi diagnosticada como portadora de delírio paranóico), Camille foi levada à força para um hospício. Ela não sairia do hospital até o dia de sua morte, aos 79 anos incompletos e jamais voltou a esculpir.
Esquecida do mundo, morre sem glória, sendo enterrada, anonimamente, em uma vala comum.

3 comentários:

  1. Bom que a arte permanece!
    e que lindas e sensuais esculturas!

    Bjssss
    Uma semana de coisas boas e sexo em exagero!
    LEO SeximaginariuM

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  2. Assisti o filme que conta a história de amor deles e realmente é muito triste.
    Dizem que ela era uma artista talentosa tb, mas enlouqueceu por ser ignorada pelo amado.

    Adorei relembrar a história.

    Gostei muito das imagens daqui do blog, passo mais tarde para ler os textos.

    bjs

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  3. Camille e Rodin viveram uma relação avassaladora também na arte; ela foi uma grande artista; uma pena não ter superado a separação e sua internação tramada pela própria família, foi seu cárcere final.

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