Há o que comer entre as pernas tuas

águas de mim;


O erótico veste minha alma.
Te mostro rendas em vermelho, preto e branco.
Te cubro com um manto santo, sagrado, porque em mim esta noite, tudo que é belo, também é sutil.
Eu ainda não estou nua e nem poderia, porque esta é a tua vez de adivinhar-me por baixo das texturas.
Esta é tua vez de encantar meus pêlos, minha pele, descobrir novos caminhos dentro do mesmo sexo.
Não do sexo de sempre, de ontem, porque em nós as veias da paixão sexual sempre pulsam diferente, indecente ao avesso, nunca pulsam igual, cansadas, retraídas em cofres, caixas ou esconderijos secretos.
A paixão é secreta, embora pública, exposta aqui, agora, embora tatuada na minha nuca.
O sexo de hoje não será secreto, as sensações sim.
Porque em nós posições são versos, gritos são músicas, beijos de língua destilam mel.
Porque há o que beber entre uma coxa e outra coxa, água em teu deserto.
Porque eu sinto fome e há o que comer entre as pernas tuas.


2 comentários:

  1. D´licinha
    Sempre que venho aqui me delicio com as fotos tesudas e textos maravilhosos!

    BJSSS
    Boa semana!
    LEO
    Contra a homofobia: defenda a cidadania!

    ResponderExcluir
  2. Que coisa forte, apetitosa e sensual!!!

    Beijos

    DF

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