Quero pintar uma rosa,
Rosa é a flor feminina que se dá e tanto
que para ela, só resta alegria de se ter dado.
Seu perfume é mistério doido, quando profundamente
aspirada, toca no fundo íntimo do coração, e deixa o
interior do corpo inteiro perfumado.
O modo dela se abrir em mulher é belíssimo.


Clarice Lispector



Mais perguntas, menos certeza


Obrigada natureza, por mais um movimento de translação. E a vida continua, sejamos luz.  Mudanças vem de dentro para fora, é disso que o mundo precisa.

Que a gente se preocupe menos com roupas e sapatos e passe mais tempo despido em momentos de carinho e intimidade.
Que venha um 2017 com mais perguntas e menos certezas.
Que venha um 2017 com menos planos e com mais plenitude.


Na área demarcada situa-se o triângulo


A geometria da intimidade está matematicamente demarcada dentro desse triângulo. A delimitação não é física. Eu sempre penso que a insinuação é bem mais excitante do que as atitudes explicitamente abertas, porque ela sutilmente atiça e sugere possibilidades de transcendência, não determina ações, mas induz a elas.

O ato em si já é uma consequência da coisa proposta meio a um  jogo de sedução, o que causa um efeito carregado de te(n)são e emoção.
Amante


Para o ano de 2017 darei um tempo neste espaço com uma boa pausa, até mais...  Foi um prazer ter sua companhia durante o ano. 💋💋

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Dizem que a noite todos os gatos são pardos. São? Eu não sei de fato, mas se forem; um rosnado de tigresa vale uma noite? Um rugido de leão é suficiente por uma pegada felina? E é isso mesmo que queremos, uma "pegada" e nada mais?

Antes de começarmos, façamos um esclarecimento; biologicamente, fisiologicamente falando, quem come é mulher, só para esclarecer, continuemos. 

Deixando a hipocrisia de lado, é obvio, que todos queremos uma noite deliciosa, um sexo inesquecível, um (a) amante à la “Kama Sutra”, e quem sabe uma chegadinha ao Nirvana... 

Mas, e quando ao acordar tudo isto que parecia “inimaginável”, torna-se um susto? E quando ele abre os olhos e se depara com um corpo (escultural sem dúvida alguma, desenhado por um pintor) mas totalmente estranho, e pior, o rosto mais estranho ainda? Quem diabos é essa mulher?

 E quando ela desperta do porre (todas as amigas estavam de porre, porque ela não?), num motel barato, num local horrível em todos os sentidos, ao lado de um homem (que foi “o comedor”, só para dar moral aos machos), que em suas rápidas e raras lembranças, se mostrou mais “ordinário” que aquele lugar imundo?

 Todos queremos os “Apolos” e “Afrodites” da vida, mas é só isso? Uma "trepada" e nada mais? Um oi, prazer, gozei e tchau? É isso mesmo? A liberdade traz consequências (ainda bem), seja para qual lado da estrada eu decida percorrer, e se quero só “umazinha” sem compromisso, essa é minha escolha e ponto, aqui vou eu. Mas também posso querer algo mais, posso querer não apenas um "sexo casual", uma "troca carnal", uma "trepada alcóolica"... 

E esse “algo mais” não é necessariamente um Romance à moda antiga, ainda que romântica inveterada eu seja, mas estou falando de EMOÇÃO, SENTIMENTO, SINERGIA, TROCA, ENERGIA... 

Estou falando do ficar emaranhado depois do sexo gostoso, de dormir abraçado (até porque, me perdoem homens, vocês adoram dormir depois de um sexo gostoso, e isso não é uma crítica, apenas uma constatação), conversar banalidades, falar sobre coisas sérias, fazer guerra de travesseiro, fazer cafuné, brincar com o rosto do outro, acariciar os lábios do outro, ou simplesmente não fazer nada, apenas ficar olho no olho, onde este nada pode ser quase tudo. 

Não ouso dizer que você só tenha um “sexo gostoso” com o “grande amor da sua vida” (romântica inveterada em ação), jamais, você pode ter alguns parceiros ao longo da sua vida, aliás, hoje é mais do que natural, a liberdade humana (sim, não é feminina é humana), permitiu que os seres evoluíssem e entendessem que nem sempre o seu 1º parceiro (a), será o seu único parceiro (a). 

O que de fato importa é; qual a EMOÇÃO que desejo ao acordar com um outro ser ao meu lado? Quando abro os olhos, qual a primeira imagem que quero ter e carregar para o meu dia? Quando desperto de uma noite de cansaço, de tormenta, de pesadelos ou mesmo de comemorações, qual o olhar que busco? Um olhar estranho, ou o olhar de alguém que me acolhe, me envolve, me cuida, me quer... 

Inúmeros estudos espiritualistas (não estou falando de religião, entendam a diferença), confirmam que é no momento do sexo que há a maior troca ENERGÉTICA possível entre um casal; que neste momento, os seres envolvidos estão “literalmente” se DOANDO e RECEBENDO o outro, não apenas em seus corpos, mas em suas ligações químicas. As Ciências explicam muito mais do que sequer podemos imaginar, quando o tema é EMOÇÃO!! 

Estejam "validados" ou não, eu fico com a “verdade” dos estudos; opto pelo olhar cuidador, carinhoso, atencioso, até por ter a CERTEZA que a troca entre um casal é um momento absolutamente mágico. Fonte:  © obvious 


A opção será sempre minha; acordar com um estranho no ninho, ou dentro do sorriso de um bem querer..







O homem só romantiza uma relação se houver um bom sexo com sua companheira

Durante os quase cinco anos que durou nosso relacionamento, de tudo que aconteceu entre nós, entre fatos bons, ruins, muito bons ou excelentes, somaram pontos positivos ainda que me sentisse subestimada por seu machismo, pela necessidade em ser o cabeça do casal tendo por regra estar agindo de forma ríspida e exigente em algumas situações e suponho que isso faria sentir-se o macho alfa, o que lhe dava a falsa sensação de superioridade e poder, injetando-lhe segurança, pois, era agindo assim que ele se sentia seguro de si mesmo como o grande e essencial ser poderoso na relação.
😉
Porém, entre altos e baixos, consegui driblar essa situação.

Ele foi um homem forte na minha vida. Forte em todos sentidos. Minhas melhores lembranças são dos momentos íntimos vindos de uma tesão desenfreada quando qualquer local à vista já nos servia para começar aquele fodão pleno, arrancando nossas roupas porque o bom mesmo era estarmos pelados, nus, nossa pele e o sangue fervendo..
Em qualquer circunstancia,  o desejo tomava conta fazendo com que a gente fodesse onde estávamos visto as urgências, quando saíamos do quarto para outras aventuras mesmo que dentro de casa, íamos para fora correndo pelo quintal, no jardim, na grama, debaixo da chuva, no sofá, no banheiro, dentro do carro, na sala de tv, no chuveiro. Tínhamos a fantasia de trepar na rua e um dia chegou a hora. Já era tarde da noite, não havia uma viva alma nas proximidades, de pé, escorados no carro ele ajoelhou-se levantando minha saia, afastou a calcinha e passou a me chupar a buceta, alcei minha perna sobre seu ombro para facilitar seu encaixe com sua boca quente, a língua molhada. Nossos gemidos sincronizados nos estimulavam mais ainda. Recostei no capô do carro, ele baixou as calças e meteu-me dentro sem dó, tamanha a sofreguidão, me fodia e eu a ele. Depois virou-me de costas, procurou meu cuzinho, gostei da ideia e já fui arrebitando a bunda, ele foi forçando a entrada lentamente mergulhando aos poucos dentro de mim até não sobrar nadinha pra fora enquanto dedilhava meu clitóris. Seu pau ficou totalmente enterrado dentro de mim e comecei a gozar com tamanha intensidade que me surpreendi, pois, enquanto ele socava o pau, meu cu contraia gozando junto com a buceta como se fossem um só órgão. Lágrimas de prazer minaram dos meus olhos.

Noite escura, só nós dois ali naquele silêncio liberando nossos gemidos um pouco abafados na escuridão.

Hoje, quando me lembro dele nessas circunstâncias, concluo que, tudo que vivemos juntos tinha um quê de exagero, mas, gostávamos dessas extravagâncias. Além da paixão e do amor, nosso lado de luxúria estava acima de tudo, era algo que não conseguíamos conter.

Resumindo, posso afirmar que em qualquer lugar que estávamos, estar com aquele homem cheio de vigor, sempre foi um céu pleno em delícias e luxúrias quando em seus braços, coberta de beijos era preenchida por aquele pau moreno de cabeça gorda e extremamente viril. Nada nos detinha, nem mesmo durante a menstruação, ele até gostava de ver minha xoxota em vermelho e quando retirava o cacete, olhava com prazer seu membro afogueado, encarnado e besuntado de nossas secreções meio a gotas da sua porra. É... a vida sexual também convive com esses dias, se possível, dentro de uma normalidade natural, faz parte do ciclo hormonal de uma fêmea em atividade sexual. ⏩Se a mulher não tiver o incômodo das cólicas menstruais, nada impede uma boa transa.
É como canta Rita Lee:
"Mulher é bicho esquisito
todo mês sangra,
Por isso não provoque 
 É cor-de-rosa choque"

Nunca minha calcinha foi retirada com tanta frequência como no tempo em que durou nossa relação, em qualquer oportunidade estávamos nós as voltas com o embaraço da calcinha e não sei quantas vezes a perdi para depois encontrá-la enrolada como um cordão aos pés da cama, entre lençóis, no chão do quarto, no vão do sofá, e dessa forma sem calcinha ele exigia, sim, exigia que eu dormisse sempre nua, nada mais do que seus braços ou sua mão repousada em minha xoxota mesmo enquanto dormia.

O dia em que nos separamos por razões que não vou expor aqui, fiquei sem chão, adoeci, não dormia bem, minha imunidade baixou e minha alma ficou doente ou quase morta. Forçar um desapego como me propus é como retalhar o próprio coração com agudos punhais numa longa e dolorosa sangria da própria alma.

Mas... em termos, fui superando e o que restou de mim foi uma grande vontade de continuar vivendo minha vida até com mais intensidade se eu me permitisse. E me permiti.


Passando a mão na buceta

Por baixo da minha calcinha, a tua mão faz 
desenhos: abismos, mar fundo, esquinas de língua 
onde se possa parar, casas de sêmen. 
Enquanto tudo acontece, meus gemidos devoram 
teu ar. 

Erica  de Paula


A maioria dos leitores quando buscam um site erótico ou apimentado, esperam ver imagens de preferência mostrando um caralho em ação socando uma buceta. Já recebi reclamações indiretas de leitor ao postar sexo oral na mulher alegando que faltou alguma coisa, como se sexo oral na mulher não fosse também uma ação completa.

Eles pensam que uma boa foda deve ser imperiosamente na base da caceta na buceta.

Socando na buceta
Eu também gosto de ver imagens de sexo, me excita e adoro sentir um pau dentro de mim. Mas nem sempre é esse o momento. Alguns mais limitados na cama até confessam que não sabem o que fazer com uma xoxota na cara, outros sentem nojo, alguns se vêem humilhados por estar entre as pernas da mulher trabalhando uma linguada no seu grelo enquanto levanta os olhos para ela. Imagina-se numa posição submissa e humilhante. Qq isso heim?

Sexo oral é mais uma modalidade e dá grande prazer tanto para o homem como para a mulher. Sentir a quentura de uma xana prestes a gozar, sua pulsação a umidade dela na boca, seu sabor aliado as contrações do orgasmo não tem preço.
Se você não sabe o que faz diante de uma puzzy próxima a sua boca, é simples: Não precisa ser um gênio, sua fêmea saberá dirigi-lo à um resultado satisfatório para ambos. Mas, não é para ficar só brincando de lamber a bichinha da forma como um leão com sua presa antes da mordida fatal. Lamber é bom, é o começo, mas a história continua, tem que levar a sério no clitóris, ele é o foco, é o que ela espera de você, enquanto isso experimente introduzir devagar um ou dois dedos dentro, nada de pressa, o tempo é um aliado dos dois.

Que tal um 69? já esqueci as vezes em que gozei simultaneamente com ele atarracado na minha faminta xereca e eu engolindo seu pau quase até o cabo com porra e tudo, isso mesmo.

Se o homem sabe chupar só nos resta gemer, contorcer e gozar na boca dele - ➽ esse sabe.

Depois dessa, ela vai querer se sentir atolada no seu pau. #Verdade. #Fato 💋

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Trecho do livro “A casa dos Budas Ditosos” escrito no feminino

"Hoje de tarde esteja na casa-grande velha, na hora em que minha avó estiver dormindo. Sozinho e não diga a ninguém."

Em todo caso, depois de marchar parado e esfregar as orelhas novamente, ele respondeu que ia, e eu senti uma cócega funda me subindo das coxas para a barriga. Senti muitas outras vezes essa cócega, até hoje sinto, mas nunca como nesse dia. Quando ele chegou, parou bem embaixo da arcada do salão, com aquele calção de saco de aniagem sem nada por baixo, vi logo que era uma ereção impetuosa, uma força irresistível forçando o pano quase no meio da coxa esquerda, e ele cruzou as mãos por cima, numa posição que agora eu talvez possa considerar engraçada, mas na hora não me pareceu. Senti a cócega na barriga outra vez, mas ao mesmo tempo não gostei.
Não sei direito por que não gostei, mas na hora achei que foi porque fiquei pensando em como era que aquele negrinho, aquele projeto de negrão, aliás, sabia que tinha sido chamado para sacanagem. E se eu quisesse somente pegar passarinhos, mostrar a ele os livros e lhe ensinar algumas letras do alfabeto? Só me lembro disso, embora tenha certeza de que muito mais se passou atropeladamente por minha cabeça, e meu fôlego ficou acelerado. Então veio o estupro, um inegável estupro.

Domingo, e o nome dele era Domingos. Rodei os olhos por aquelas paredes, apareceu na minha cabeça padre Vitorino na aula de catecismo, dizendo que domingo queria dizer o dia do Senhor, dominus vobiscum et cum spiritum tuum introibo ad altare Dei ite missa est, aqueles latins do outro mundo e pareceu que um redemoinho me pegou, meus olhos só viam em frente, meus ouvidos zumbiam, e eu falei, levantando a saia e baixando a calçola: — Chupe aqui.

  daqui a pouco eu consigo, é quase uma questão de honra, não vou ficar satisfeita se não disser , já razoavelmente emplumada e enfunada como um cavalo de combate, me senti poderosa, marchei para ele, apertei-o no meio das pernas e, mordendo a orelha dele, disse outra vez que ia contar a meu avô a ousadia dele.
Não me recordo do que ele respondeu de pronto, lembro que cuspiu para o lado e disse que aquilo não, nada daquilo. Curioso, tudo está vindo de volta como nunca antes. Lembro que olhei para baixo e vi no lugar geralmente designado por nomes ridículos sob os quais a realidade é disfarçada, vi o que eu tenho que dizer com todas as letras, porque de outro modo vou agir conforme tudo o que eu sou contra

Chupe aqui, disse eu, que não sabia realmente que as pessoas se chupavam, foi o que eu posso descrever como instintivo. Falei com energia e puxei a cabeça dele para baixo pela carapinha e empurrei a cara dele para dentro de minhas pernas, a ponto de ele ter tido dificuldade em respirar.

... acabou esguichando meu rosto e eu esfreguei tudo em nós dois
Não me incomodei, deixei que ele tomasse um pouco de ar e depois puxei a cabeça dele de novo e entrei em orgasmo nessa mesma hora e deslizei para o chão. A essa altura, ele já estava gostando e se empenhando e me encostei na parede de pernas abertas e puxei muito a cabeça dele, enquanto, me encaixando na boca dele como quem encaixa uma peça de precisão, como quem dá o peito para mamar, com um prazer enormíssimo em fazer tudo isso minuciosamente, eu gozava outra vez. Imediatamente, já possessa e numa ânsia que me fazia fibrilar o corpo todo, resolvi que tinha que montar na cara dele, cavalgar mesmo, cavalgar, cavalgar e aí gozei mais não sei quantas vezes, na boca, no nariz, nos olhos, na língua, na cabeça, gozei nele todo e então desci e chupei ele, engolindo tanto daquela viga tesa quanto podia engolir, depois sentindo o cheiro das virilhas, depois lambendo o saco, depois me enroscando nele e esperando ele gozar na minha boca, embora ninguém antes me tivesse dito como realmente era isso, só que ele não gozou na minha boca, acabou esguichando meu rosto e eu esfreguei tudo em nós dois.

João Ubaldo Ribeiro 1941/2014 é um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos. Licenciado em Direito, fez o mestrado em Ciências Políticas na Universidade da Califórnia, e exerceu a profissão de jornalista. Viveu dois anos em Lisboa, regressando à sua ilha natal em 1983, onde reside. é  membro da Academia Brasileira de Letras.